5 fatores a ter em conta antes da transição para a cloud

Já não adianta arranjar desculpas para não avançar estrategicamente com a transição para a cloud, numa altura em que está completamente testada quer a nível empresarial quer pessoal e os seus benefícios são amplamente reconhecidos em termos de eficácia, rapidez e custo. Pouco ou muito, os gestores que a questionam são eles próprios “cobaias” desta abordagem ao utilizarem de forma confiante e bem sucedida serviços como a Dropbox para guardarem as suas fotos e filmes, o Spotify para ouvirem música enquanto fazem o seu jogging diário, ou ainda o Netflix para assistirem às suas séries preferidas.

Porque não transpor esta mesma forma de consumir e prestar serviços para dentro da sua empresa? Porque não utilizar estes recursos para melhorar a sua agilidade e rentabilidade?

De facto, a cloud veio democratizar o acesso a tecnologia e a iniciativas de transformação digital que antes só estavam disponíveis aos “grandes” (face aos grandes investimentos que exigia quer em termos de licenciamento de software quer de compra de hardware) e que, por isso, se apresenta cheia de promissoras oportunidades. Mas para aproveitar todo o seu potencial, é importante perceber que os ganhos são proporcionais à forma como a transição é feita e como são utilizados os seus recursos no dia a dia.

 

Para garantir que tudo corre como previsto, antes de iniciar processo de transição para a cloud tenha em conta estes cinco fatores:

1. Compromisso com a mudança

A migração não será bem-sucedida se não houver um compromisso com a mudança por parte de toda a organização, desde a gestão aos colaboradores. Todos têm que entender o conceito, como a sua adoção vai facilitar o trabalho e de que forma. Cloud computing não é mais do que a prestação de serviços informáticos a partir da Internet, permitindo o acesso em qualquer altura, lugar e dispositivo e pagando apenas o que se utiliza a cada momento. A equipa tem obrigatoriamente que se ajustar à nova realidade e ultrapassar os velhos mas enraizados hábitos de “posse”, ou seja, deixa por exemplo de guardar os ficheiros no seu computador para passar para uma política mais colaborativa e gravá-los num espaço comum, em que outros membros podem abrir, editar e utilizar. Deixa de instalar licenças de software corporativo, para passar a aceder com o seu “user” e “password” a partir de uma página da Internet. Deixa de mandar emails por tudo e por nada, para passar a utilizar serviços de mensagens instantâneas ou redes sociais empresariais para interagir com os colegas. E com a vantagem acrescida de poder adicionar funcionalidades de backup e disaster recovery para nunca perder a informação e garantir que o negócio está sempre operacional. Apenas compreendendo os benefícios e comunicando de forma assertiva é possível mitigar resistências e atrair para o “barco” todos os colaboradores – e também só assim se consegue usufruir ao máximo do que a cloud tem para oferecer a todos, com ganhos para todos. O planeamento rigoroso, o envolvimento global e o apoio de um parceiro especializado fazem toda a diferença neste processo.

 

2. Um passo de cada vez

Não é preciso “atirar-se de cabeça” para as nuvens. Existem vários tipos de cloud (pública, privada e híbrida), e pode fazer a transição ao seu ritmo, à medida que comprova as vantagens ou de acordo com a estratégia definida. As clouds públicas são detidas e operadas por fornecedores externos que disponibilizam os respetivos recursos informáticos, como servidores e armazenamento através da internet. O Microsoft Azure é um exemplo de cloud pública. Nas clouds públicas, o hardware, o software e as outras infraestruturas de apoio são geridas pelo fornecedor de serviços cloud, e o acesso é feito através de um browser. A cloud privada refere-se aos recursos de informática na cloud utilizados exclusivamente por uma única empresa e podem estar localizados fisicamente no datacenter local ou numa rede privada de um fornecedor externo. Finalmente, tal como o próprio nome indica, as clouds híbridas combinam as clouds pública e privada e são vinculadas através de uma tecnologia que permite que as aplicações e os dados sejam partilhados entre elas, oferecendo mais flexibilidade e opções de implementação.

 

3. Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) ou Software como Serviço (SaaS)

A maioria dos serviços de informática na cloud insere-se nestas três categorias e há que definir qual(is) é a mais indicada para cada caso específico. Com a IaaS a infraestrutura de TI é alugada (servidores e máquinas virtuais, armazenamento, redes, sistemas operativos) a um fornecedor de serviços cloud no modelo “pay-as-you-go”. A PaaS refere-se aos serviços de informática na cloud que fornecem um ambiente para desenvolver, testar, fornecer e gerir software, permitindo criar rapidamente aplicações web ou móveis sem ter que se preocupar em configurar ou gerir a infraestrutura subjacente de servidores, armazenamento, rede e bases de dados necessários para o desenvolvimento. Já o SaaS é uma forma de fornecer aplicações de software através da internet segundo um modelo de subscrição, sendo cada vez mais utilizada pelas empresas em detrimento da compra de licenças. Neste caso, os fornecedores de serviços cloud alojam e gerem a aplicação de software e a infraestrutura subjacente e incumbem-se de toda a manutenção, como atualizações e segurança, que são garantidas de forma automática. Os utilizadores apenas se têm de ligar a partir de um browser no telemóvel, no tablet ou no computador.

 

4. Flexibilidade e eficiência

A flexibilidade da infraestrutura cloud permite alcançar uma eficiência de operação e de investimentos nunca antes conseguida. Ainda assim há que planear bem a migração para que não se criem expectativas falsas e acautelar, por exemplo, investimentos já feitos. Ao selecionar o parceiro e a tecnologia, certifique-se que apresentam o know-how e as vantagens inerentes a qualquer projeto desta natureza:

  • Velocidade – Os serviços podem ser fornecidos e usufruídos em minutos após a adjudicação (quando não implicam customização)
  • Escalabilidade – Com a cloud pode dimensionar os recursos informáticos de forma elástica à medida da evolução do negócio (número de utilizadores do software, espaço de armazenamento, etc)
  • Produtividade – A sua equipa pode focar-se em tarefas estratégicas sem preocupações com a infraestrutura informática, que passam para o parceiro de serviços cloud
  • Desempenho – Os principais serviços cloud funcionam numa rede mundial de datacenters que são atualizados regularmente para o hardware informático mais rápido e eficiente

 

5. Segurança

Escolha fornecedores de serviços cloud reconhecidos e com provas dadas, que garantam ambientes seguros, alta disponibilidade e configurações adequadas. Além disso, dê instruções à equipa para utilizar passwords fortes, implemente uma política rigorosa de controlo de acessos, faça um plano de contingência e proteja-se de potenciais ataques de software malicioso.

 

Os novos desafios digitais e a concorrência a nível global pedem respostas mais rápidas, antecipações em vez de reações e só assentando as operações em infraestruturas robustas, flexíveis e com os melhores recursos será possível assegurar a sustentabilidade do negócio. Elimine as barreiras que o impedem de crescer e coloque-se na pole position da competitividade com uma estratégia de transição para a cloud bem definida.

 

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